
Minimax: um modelo muito bonito e bem feito pela Compactor.
Quando a década de 1960 chegou ao fim, uma nova tendência estava consolidada nas escolas brasileiras que era o uso da esferográfica, a Bic estava vendendo muito e as marcas de canetas especialmente as tinteiros precisavam se adaptar.
Para a Empresa Compactor que desde os anos de 1950 estava localizada em Nova Iguaçu no Rio de Janeiro o período era difícil. A Caneta Compactor Estudante vendia bem ainda, mas as esferográficas eram muito mais baratas e eficientes.

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Foi quando eles decidiram recuar para avançar, eles alargaram um pouco internamente o corpo da caneta dando um aspecto de mais “cheinha” diminuindo as laterais ganharam maior capacidade de tinta, a Compactor sempre teve o proposito de oferecer instrumentos com uma grande capacidade de armazenar tinta, tanto que seu slogan nas propagandas era: “2 vez mais tinta”, e por questões da economia Brasileira tiveram que “tropicalizar” ainda mais as suas canetas que tinham alguns componentes importados ainda, e desenvolveram um novo projeto encima da própria caneta Compactor Estudante.

Na Foto uma Minimax Azul e acima uma Compactor da Mesma cor, perceba as sutilezas das formas e mudanças.
Escolheram um nome bem sugestivo, e assim nasce a “MINIMAX” combinação da palavra: Mínimo esforço para encher com a máxima capacidade de tinta. Um teste de capacidade de volume de tinta entre elas mostra que uma Compactor armazena 2,0 ml de tinta e a Minimax 2,2 ml, e só para comparamos uma Parker de cartucho na época somente 1,3 ml de tinta.
Podemos assim dizer que a Minimax dava uma sobrevida para as canetas tinteiro da linha escolar, a Minimax não tinha luxo nenhum era só eficiente, tinha uma cor sólida sem douração e pena especial, seu clip era parecido com a Compactor, mas escrito MINIMAX na vertical, o corpo era de plástico e a tampa também e somente com um anel perto de sua abertura, suas extremidades era mais achatadas.
Tinha seis cores: Azul claro, azul escuro, vermelho, bordô, cinza e verde e em cada corpo estava escrito:
Minimax-Pat.Compactor
Ind. Brasileira

O Nome Compactor aparece aqui
Pode procurar que não achará não foi produzida a Minimax preta, ela com certeza seriam um sucesso entre os colecionadores. As outras canetas da Compactor como a Escolar (Pena Exposta) a Belair que era mais caprichada na tampa e a 62 com a pena embutida tinham certo “estilo alemão” a MINIMAX é puramente brasileira e o nome vinha dessa fase que a empresa adotou nesse período.
A Minimax teve poucos anos de produção e suas peças hoje são difíceis de ser encontrar, seu sistema de enchimento é de Vacum como as outras Compactor da época, sua pena tem que está escrito Minimax em um semicírculo, o colecionador precisa ficar atento aos detalhes por que a pena, o clip e o corpo da Compactor e Minimax podem ser trocados e ai a caneta perde sua originalidade.
Eu não consigo apontar ao certo o fim da Minimax creio que algo em torno de 1972 ou 1973, ficou no comercio enquanto tinha estoque nas lojas de armarinho como era uma caneta para estudantes foi substituída pelas canetas hidrocor especialmente a Futura que virou moda logo depois dela.
Eu ainda as vi nas mãos dos meus professores, O Prof. Bertini de História tinha no bolso do seu jaleco as Minimax todas as cores, a mais temida era a Vermelha clara que ele sacava para corrigir as provas e lançar alguma nota ruim.
Recomendo para quem está começando que compre a Minimax, pois ela é muito simpática! Você gostará de ter essa caneta o seu visor é bem maior que uma Compactor, ela dá um charme para sua escrita, aqui na nossa loja on line eu procuro deixar sempre um modelo para venda, vale a pena pesquisar.
AS CORES DA MINIMAX

Azul escuro, azul claro e verde escuro com cores sólidas.

Cinza, bordô e a vermelha clara.
MODELO COBIÇADO

As Minimax na cor vermelha clara junto com o azul marinho são mais escassas pela dificuldade de achar bons exemplares.

Com Sorte ganhava de brinde na época o estojo da Compactor.
Espero ter te ajudado a conhecer maravilhoso universo das canetas e conto com o seu apoio e colaboração para a divulgação deste trabalho de contar a História da caneta No Brasil.