
Escrever sempre foi uma arte, para a escrita de qualidade no passado a pena era essencial, e por cerca de 1000 anos o homem usou a pena de ganso que para ser utilizada precisava ser afiada com uma lamina chamada de corta pena.

0 COMEÇO
Com a expansão do comércio nos séculos XVII e XVIII na Europa, varias aves foram utilizadas para fornecer suas penas para os escribas, mas só a pena de ganso de adaptava bem as mãos naqueles tempos, e mesmo assim as penas tinham uma vida útil muito curta.
Um ganso bem cuidado podia no máximo fornecer doze penas por vez, o principal lugar de criação a Rússia, mas havia criadores na Polônia e Alemanha.
Havia milhões de gansos em cativeiros só por causa de suas penas, imagine que um simples escrevente de escritório poderia utilizar e gastar cinco penas por dia. Existia o Cortador oficial da pena era ele que dava o formato do produto final, ele em média produzia cerca de 100 penas por hora.

O Reino Unido era o grande consumidor das penas, cerca de 27 milhões de unidades por ano, e isso numa sociedade com poucas pessoas capazes de escrever. No Inicio do século XIX vido da Itália e da Alemanha surge uma pena de vidro que nada mais era que um tubo de vidro com uma ponta em espiral que segurava a tinta por capilaridade.

A PENA DE AÇO
Em 1831 Joseph Gillot desenvolve a pena de aço ou a metálica que era fixada numa haste de madeira, e assim surge a antecessora da caneta tinteiro. A Cidade de Birmingham se tornou a capital mundial das penas de aço com cerca de 70 milhões de penas produzidas por ano, o que era bem melhor que as de ganso, por que cada uma durava anos se fosse bem cuidada.

Nossa caneta tinteiro utiliza a pena desenvolvida por Joseph Gillot, só que acrescida de mais um avanço, a ponta de iridium, que é uma pequena esfera soldada na ponta da pena de aço, e é ela que regula o fluxo de tinta.
O iridium deixou de ser usado na ponta das penas faz um bom tempo mas alguns produtores ainda afirmam que suas penas tem o minério. Para fazer uma boa pena hoje à composição metais é levado muito a sério, geralmente é usado o ouro, aço de boa tempera e banhos de metais para endurecer a pena.
Para a Pena ficar boa são necessárias mais de 30 operações, a Parker chegou a desenvolver uma liga para a pena de sua Parker 21 com a mistura de oito metais e foi denominada de Octanium.
A Sheaffer’s criou vários formatos para suas penas ornarem suas canetas, exagero mesmo era a Esterbrook que oferecia mais de 50 graduações de penas para suas canetas que eram trocadas facilmente.
Os formatos também de penas era outra atração a mais no mundo das canetas tinteiros, havia penas expostas, embutidas, semi-exposta, incrustadas e até mesmo giratórias.
Parece que a pena é pouco importante na construção de uma caneta, mas não é as empresas colocam muito tempo em pesquisas para que seu produto tenha o melhor rendimento possível.

Surgiu até um novo profissional chamado de Nibister, ou seja, um especialista na fabricação de penas e seus reparos conheceram há pouco tempo um Jovem chamado Lucas Cifuentes que mora em Belo Horizonte e que conhece muito do seu oficio de reparar penas de canetas. Para mim se eu tivesse que indicar uma pena especial para alguém como a minha preferida, diria a Pena da Parker da Caneta Major, sua fabricação é de ouro e ela tem uma flecha desenhada na pena e a seta termina na ponta de iridium, e as mais antigas eram também em ouro mais a seta era em metal branco, uma verdadeira obra de arte.
Para Você que está começando no mundo das Canetas Tinteiros aceite um conselho: Cada Caneta tem a sua pena certa e demora era fusão, quando estiver usando uma caneta tinteiro não tenha pressa, veja o valor da pena e todo o trabalho que foi necessário para que ela esteja ali te servindo.

Sempre que possivel tenha uma caixinha de penas inglesas em sua coleção ela te ajudará a entender o avanço que foi a caneta Tinteiro.